terça-feira, março 14, 2006

Beatriz


Finados. Cemitérios lotados.

Multidões pranteavam seus mortos, mas os mortos não pranteavam ninguém.

Diante do túmulo do esposo, Beatriz e o filho, cabisbaixos. Ramalhete de flores na mão, roupas pretas.

Sem aviso, Beatriz desatou a chorar, murros no peito, lamúrias.

— Não fique assim, mamãe. — o filho a trouxe de encontro a si.

— Não estou triste, filho. Só não quero que pensem que sou uma má viúva.

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