sexta-feira, fevereiro 22, 2008

Autobiografia


Eu tinha talento, isto ninguém poderia negar.
Meu primeiro professor de piano surgiu na porta de casa quando eu tinha apenas quatro anos, época na qual eu pouco entendia a serventia daquele trambolho na sala e que tudo, inclusive martelar as teclas brancas e pretas, não passava duma grande brincadeira. Aprendi Bach e Czerny, e meu professor se estarreceu diante do meu brilhantismo instantâneo.
A cidade em que eu morava, atolada num provincianismo sufocante, era pequena demais para mim, mas por medo, ou em parte por dominação materna — mamãe sempre me quis a seu lado —, eu jamais pude deixá-la. Um gênio aprisionado à mediocridade.
Os planos para mim também eram mesquinhos, papai queria que eu me tornasse advogado como ele, e assumisse um posto em seu escritório. Cresci dividido entre a minha paixão por música e a obrigação do trabalho burocrático. Todos sabiam exatamente qual deveria ser meu futuro, mas jamais me perguntaram quais sonhos habitavam em mim.
A recusa em cursar a faculdade de Direito foi o motivo da cisma entre mim e papai. Jurou que não queria mais me ver, bastardo que o envergonhara. Mamãe tentou me proteger, mas ela terminou se encolhendo diante da cólera de meu pai.
Expulsou-me de casa, obrigando-me a me refugiar na casa da minha irmã mais velha, contrariando o desgosto que meu cunhado nutria por mim. Ganhei uns trocos tocando em bares, no entanto, logo minhas aspirações de juventude ressurgiram em meus pensamentos, impelindo-me a partir.
— Um parente nosso mora em Nova York, irmã se empolgou com a idéia, aproveitando-se da situação para ver-se livre de mim e fazer as pazes com o marido — É um primo de nosso avô, talvez de segundo grau, não tenho certeza. Um milionário. Talvez até se alegre em recebê-lo na casa dele. Sabe como são estes velhos, sempre desejam companhia.
Conseguimos o endereço deste parente com vovô, num dos poucos momentos de sanidade dele, na casa de repouso onde o haviam despejado.
Correspondi-me com este parente, Leonard Morrison, e, para minha felicidade, recebi a resposta. Sr. Morrison manifestou alguma alegria com a possibilidade de ter-me ao redor, prometendo-me hospedagem, tal qual minha irmã havia previsto.
Parti numa terça-feira, carregando na mala partituras de Rachmaninov e delírios de sucesso. Ninguém foi se despedir de mim na rodoviária. Finalmente, viam-se livres do estorvo.
Deslumbrei-me ao avistar os arranha-céus iluminados da metrópole cheia de vida. Eu estava no coração do mundo, um menino caipira, tímido, talentoso, mas quantos grandes talentos não perambulavam pelas ruas daquela cidade?
O motorista do Sr. Morrison buscou-me numa limusine; um sorriso bobo na cara, imaginei qual seria a reação de meus amigos de infância se me vissem através da janela entreaberta do carro, cruzando o turbilhão da Times Square.
Leonard Morrison morava numa casa de três andares, orçada, creio eu, em algumas dezenas de milhões, fui recebido por este parente no que deveria ser uma sala de leitura, ele fumava um charuto, olhos cerrados:
— Seja bem-vindo, ele murmurou sem remover o charuto da boca, você não imagina que prazer será ter um jovem por perto para me fazer companhia.
— Aposto que o senhor tem muitos amigos, respondi, tentando agradá-lo.
— Você não sabe o que fala. O dinheiro nos afasta das pessoas, sou uma pessoa solitária. Tudo que não preciso é de pessoas me bajulando por causa do que tenho.
Em poucos minutos, eu já começava a me arrepender de estar ali, com aquele velho rancoroso e amargo, mas pensei que talvez ele quisesse me mostrar seu pior, pois, se eu pudesse conviver com isto, eu conseguiria suportar todo o resto.
Fui conduzido a meu quarto pelo mordomo, secundado por Sr. Morrison.
— Você ficará no terceiro andar. Os quartos do segundo andar estão fechados, a casa é grande e não vejo necessidade de manter todos os cômodos mobiliados. Nem sei porque ainda continuo morando aqui e não me mudo para um apartamento menor, mais adequado para mim.
A verdade é que toda a casa estava decadente e mal cuidada. A iluminação era fraca, quase como se as lâmpadas estivessem para queimar, e o papel de parede dos corredores estava descascando.
— Há um piano lá embaixo, toque-o quando quiser. Trará alegria para mim, Sr. Morrison acrescentou, deixando-me a sós no meu quarto, para que eu pudesse descansar da viagem.
O cômodo era pequeno, havia uma cama de solteiro, um abajur, um armário e uma cadeira sem propósito evidente. Não desfiz minhas malas, deitei-me na cama e refleti. O arrependimento havia passado; meu pensamento agora era de que eu havia feito a escolha correta, mas um medo sem propósito foi tomando conta do meu ser. Levantei-me e tentei trancar a porta, mas a chave girava na fechadura sem resultados. Utilizei a cadeira para obstruir a entrada.
Não desliguei o abajur e, um sono leve foi interrompido sucessivas vezes por sons de sirenes e guinchos, que imaginei serem de ratos. Sobre ratos eu já havia sido advertido, a cidade era infestada deles.
No entanto, quando um choro de bebê ecoou pelo corredor da mansão, bem adiante do meu quarto, eu não pude me controlar. Levantei-me e, na ponta dos pés, aproximei-me da porta. A criança chorava.
Não tive coragem de abrir a porta, mas espiei pelo vão, na altura do assoalho, e avistei as mãozinhas e os joelhos se arrastando. Sem dúvida, meus ouvidos não me enganavam, um bebê engatinhava e chorava diante da minha porta.
Retirei a cadeira do trinco e abri uma fresta, mas, incompreensivelmente, o bebê já não estava ali. Estendi a cabeça para fora do quarto e encontrei-o mais adiante, engatinhando pelo corredor.
— Vem aqui, bebê... murmurei, Cadê sua mãe? Mas o bebê prosseguiu em seu caminho, contornando para subir a escada até o terraço.
— Não, não, não! Saí de meu quarto e corri em direção a ele. Contudo, ao chegar na escada, o bebê já havia atingido o último degrau e, com sua pequena mão, abria a porta para o telhado. Neste momento, o bebê olhou em minha direção, convidando-me a segui-lo.
Eu estava diante dum daqueles momentos de decisão absurda: voltar para meu quarto e me esconder debaixo dos lençóis, ou seguir uma criança chorona até o telhado às duas horas da manhã?
Não tenho explicação para isto, mas acredito que haja um senso de perigo, uma curiosidade existencial no ser humano, que nos impele a optarmos pelo mais idiota e inverossímil.
Segui o bebê, escalando o lance de escadas. Não mais o via, deveria estar se arrastando pelo terraço, mas, quando estava na metade do trajeto, ouvi o Sr. Morrison me chamando.
— Onde diabos você está indo? Ele me fitava do corredor lá embaixo.
— Há uma criança no telhado. Receio que ela possa se machucar.
— Uma criança? Não seja ridículo!
Pensei em replicar, mas Sr. Morrison prosseguiu.
– Volte para seu quarto e não saia de lá! E nada de subir no telhado, rapaz, é perigoso, você pode cair e quebrar o pescoço, e, quando desci, ele veio em minha direção e tocou-me, um toque gélido e asqueroso, a nuca — E não quereríamos isto, não é?

Os dias seguintes foram tranqüilos e até harmoniosos. De manhã, eu tomava o café-da-manhã na companhia do Sr. Morrison, em seguida, descia ao piano e ensaiava até o horário do almoço, também na presença de meu anfitrião. Depois, eu tinha o dia todo livre, período no qual Leonard Morrison desaparecia no casarão. Só o reencontraria à noite, quando ele se sentava para fumar seu charuto na sala de leitura.
Nestas tardes de ócio, eu aproveitava para perambular pela cidade, assistir a algum musical da Broadway, ou sentava-me numa praça e observava as pessoas, naqueles dias quentes de verão.
O desconforto inicial havia desaparecido e eu já me acostumara à rispidez de Morrison, inclusive, tinha a impressão de que ele me queria bem; prometeu-me que, no dia propício, ele me apresentaria a alguns contatos dele, certo de que poderiam alavancar minha carreira musical. Esta promessa tornou minhas noites longas, sonhando com o estrelato e com a multidão me aplaudindo. Foi nestas noites insones que voltei a ouvir choros de bebês e um ruído estranho no telhado, alguém caminhando, passos que estalavam, mas o Sr. Morrison havia me proibido de subir lá, então eu me continha, rolando sem sono na cama.
Após várias noites sendo atormentado por estes sons, resolvi desvendar quem e o que esta pessoa fazia no telhado. Aguardei, ouvido colado no buraco da fechadura, até identificar passos que subiam a escada. Uns quinze minutos depois, deixei meu quarto e, vagarosamente, escalei os degraus.
O vento fazia com que a porta para o terraço oscilasse. Foi através deste abre e fecha que vislumbrei Leonard Morrison, acocorado, lanterna numa das mãos e caneta hidrográfica na outra, escrevia algo no piso do telhado.
Como se intuísse minha presença, Sr. Morrison olhou na direção da porta, mas recuei, permanecendo estático, oprimido pelo uivo do vento que vinha de fora e pelo silêncio que assombrava de dentro. Tive medo de que o Sr. Morrison viesse até onde eu estava e me encontrasse ali, espiando-o, mas isto não ocorreu. Ouvi o som da caneta cantando contra o chão rugoso.
Cuidadosamente, retornei ao meu quarto, ainda mais perturbado com a cena que havia flagrado.

— Você acredita em Deus, rapaz? — Sr. Morrison me indagou, enquanto líamos na biblioteca.
— Claro que sim! — respondi, convicto.
— E como você explicaria a existência de tanto mal no mundo? — ele me fitava com olhar frio.
— Não sei... Talvez precisamos do mal para reconhecermos o bem.
— Será que Deus não criou o mal para aterrorizar suas criaturas? Para passar-lhes a seguinte mensagem: Eu sou o Todo-Poderoso, encolha-se diante de mim, senão esmago-te.
— Isto não faz sentido, Sr. Morrison, pelo menos não é o que está na Bíblia.
— Ah, a Bíblia, tolices! Se você soubesse qual é o verdadeiro livro... — ele se calou, senti que algo o incomodava.
— O senhor está bem?
— Não, rapaz, estou ficando cego. As trevas estão me consumindo.
— Sinto muito, eu não sabia, aproximei-me dele e me ajoelhei ao lado da poltrona onde ele estava sentado.
— Jamais poderei concluir minha autobiografia. O nada, o breu me dominará antes disto.
— Mas isto não é culpa de Deus, resmunguei.
Sr. Morrison segurou minha mão com força, com uma potência desproporcional a seu frágil corpo, e retrucou.
— Se Ele existir, tudo é culpa Dele.

Aquele diálogo havia sido insólito. Seria a escrita noturna no telhado a autobiografia de Leonard Morrison?
Decidi-me que descobriria o segredo do meu anfitrião, por isto, numa tarde, quando Sr. Morrison saiu sendo guiado pelo motorista, corri para o telhado e obtive a revelação: todo o terraço, duma ponta a outra, estava povoado de caracteres, palavras, frases, parágrafos. A narrativa começava no canto superior esquerdo, em sentido noroeste, e se estendia, em colunas. Havia apenas um trecho sem preenchimento, com uns dois metros quadrados. Imaginei que aquelas eram as “páginas” que faltavam ser escritas para o fim do livro.
Iniciei a leitura, em ordem cronológica. Leonard Morrison não era um grande prosador e as primeiras duas colunas foram dedicadas à infância e adolescência dele, filho dum banqueiro milionário, discriminado pelos colegas de escola por sua franzina constituição e pelos óculos de largas lentes. Perdi um par de horas lendo este trecho, mas ouvi o som dum automóvel estacionando e, de sobre o telhado, constatei que era o dono do casarão quem chegava.
Fui até a sala do piano e fingi estar absorto em meus estudos, tudo que não queria era levantar suspeitas e, até aquele momento, sucedi.

Anoiteceu.
Desci até a despensa e encontrei uma lanterna. Fui ao telhado e rompendo a escuridão com meu feixe de luz, prossegui na leitura. Foi me dado conhecer que Leonard Morrison foi iniciado no sexo durante uma viagem às Filipinas, instigado por seu pai. Ele viajou o mundo, primeiro na companhia de seus pais, depois, amparado pela fortuna da família, por conta própria — percorreu a Ásia, a África e toda a Europa, morou em Paris, Londres, Barcelona e Istambul —, casou-se três vezes, mas estéril, jamais teve um herdeiro.
Eu tinha trinta anos quando conheci Eudora, a mulher que dominou meu desejo e meus pensamentos.

Foi Eudora quem apresentou Leonard Morrison aos membros da Sociedade do Pentagrama Argênteo.
Meu pai era um cético, cientista meticuloso, cérebro inquieto, foi ele quem me instigou a questionar todas as verdades, todas as crenças estúpidas. Minha mãe era devota de São Patrício, mas ia à Igreja às escondidas, com medo da reação do marido. Foi muito mais fácil seguir o exemplo de meu pai, não acreditar. No entanto, o que meus olhos viram na companhia dos meus confrades da Sociedade não suportaria descrença. Deus não se manifestou, mas toda a sorte de criaturas infernais, demônios, íncubus, aparições fantasmagóricas estiveram presentes em nossas reuniões. Fundando-me numa lógica simples, concluí: se estas criaturas diabólicas existem, ergo Deus também existe.

Mas Leonard Morrison não viu razão para adorar a Deus, a atração do mal era muito maior, segundo suas palavras. Deus concedia amor aos Homens, o Diabo proporcionava riquezas, satisfação sexual, poder... A promessa de Deus era para além da morte; a promessa de Satanás era para esta vida. Para ele, não houve dúvida sobre qual deveria escolher.

Nesta mesma casa, eu e meus confrades imolamos nossa primeira oferenda a nosso senhor. Ludwig me instruiu a calar o bebê com fita isolante, para que os vizinhos não ouvissem o choro na madrugada. Que prazer tive ao cravar o punhal no peito nu do infante! Era como se o próprio senhor guiasse minha mão.

Aquilo me estarreceu. Se o relato fosse verdadeiro, eu estava numa casa onde sacrifícios humanos haviam sido perpetrados. Veio-me a lembrança do bebê no corredor e todos os pêlos do meu corpo se eriçaram.
Ajoelhei-me no chão, não sabia o que fazer, tremia, não queria continuar lendo a história, tinha medo do que estava por vir. Amanhã mesmo eu juntaria meus trapos e voltaria para casa. Amanhã? Que nada, agora!
Todavia, antes de partir, resolvi ler os últimos trechos da autobiografia, e encontrei meu nome lá.

Meu corpo está fraco, minha alma está morrendo, o senhor me chama. Vivi tudo que poderia ter vivido, ele foi bom comigo. Este rapaz será meu sucessor. Preciso instruí-lo antes que meu tempo se esgote. Talvez ele relute, mas toda a glória que meu senhor pode lhe proporcionar o convencerá.
Ouvi a porta do terraço se abrindo. Fixei a luz da lanterna naquela direção e revelei Leonard Morrison.
— Então você descobriu, mas ele não parecia surpreso. Isto me poupará trabalho. Agora que sabe, decida-se.
— Você é louco? — gritei. Você matou crianças, seu desgraçado!
— Que diferença isto faz? — ele me perguntou — Modifica alguma coisa na sua existência saber que crianças morrem de fome todos os dias na Nigéria? Que, na China, meninas são largadas em becos para a morte? Que, no Afeganistão, crianças que mal andam sucumbem a tiros de fuzil? Pelo menos, as que se esvaíram em minhas mãos tiveram alguma serventia.
— Serventia? Seu doente! — avancei na direção dele, decidido a apanhar minhas tralhas e ir embora daquele antro, mas fui detido pelo gesto de Morrison, ele revelou um punhal que trazia.
— Daqui, você só sai morto, ele me disse, e, mesmo ele sendo um velho, temi confrontá-lo. Leonard Morrison caminhou até mim, mas recuei, até atingir a borda do telhado.
— Deixe-me ir... — eu quase chorava, mas nada o dissuadiria, ele continuou se aproximando. A minha única reação foi enfrentá-lo. Tentei segurar-lhe o braço, talvez desarmá-lo, mas ele era forte e, com dedos esquálidos quais garras, ele atacou minha garganta, sufocando-me. Ambos caímos no chão, ele largou a adaga, que desapareceu nas trevas, Morrison sibilava, parecia estar possuído por alguma entidade demoníaca. Defendi-me com todas minhas forças, ele me arranhou o rosto, eu esmurrei-lhe a cara. Levantamo-nos, ainda engalfinhados, empurrei Morrison, que se desequilibrou e se projetou para além da beirada do terraço.
O grito dele se tornou distante, até desaparecer.
Na calçada diante do casarão, o corpo de Leornad Morrison embebido em sangue, as mãos em garra, o olhar morto como que fixo em mim.

Fui interrogado exaustivamente pela polícia, eles tiraram inúmeras fotos da autobiografia de Leonard Morrison, abriram os quartos que estavam lacrados e encontraram indícios de sangue. Liguei para meu pai e relatei o que havia acontecido. Ele me prometeu que viria até a cidade e me ajudaria; como advogado, assegurou-me eu havia agido em legítima defesa. Havia me perdoado, nesta hora de grandes dificuldades.
Quando a polícia me liberou, hospedei-me num hotelzinho barato na rua 38 com a Lexington.
Estava tão aquebrantado que, mesmo apesar da experiência terrível, logo caí no sono. Num estado de semiconsciência, tive a impressão de ouvir alguns sons, semelhantes ao de alguém escrevendo a bico de pena numa folha em branco. O cansaço me impedia de acordar, talvez fosse um pesadelo, mas que me atormentou durante toda a noite.
O telefone do quarto tocou, o recepcionista me avisava que meu pai estava no saguão.
— Fale para ele subir.
Descobri-me dos lençóis.
Perdi a respiração, meu coração quase em suspensão, meus membros trêmulos, e, quem me visse, repararia nos meus olhos desesperados, percorrendo as paredes do meu quarto. Cada centímetro, da parede ao teto, no chão, estava recoberto por letras, palavras, frases. E não somente isto, em meu corpo, a autobiografia de Leonard Morrison também havia sido escrita, em meus braços, pernas, torso, costas, no rosto.
A promessa do demônio a quem ele servira vigorava para além da vida. Acredito que lhe foi concedido um último pedido antes da morte: concluir sua obra.
E esta obra — satânica, macabra, terrível — sou eu.

Escrito para a Oficina da E-TL

3 comentários:

Monstrinha disse...

Nossa! Que personagem azarado!
Quando a gente pensa que ele vai ficar em paz ele se dá mal de novo!

Historia macabra...

heidi disse...

voltarei mais vezes

Henry Alfred disse...

Isto é porque você não leu o meu outro conto "O Trouxa", monstrinha! :D