segunda-feira, maio 08, 2017

Maria ama o mar (livro infantil)

Henry Alfred Bugalho 

(p. 1)
Quando Maria nasceu, choveu sete dias e sete noites.
Chuva fina, chuva grossa, chuva fraca, chuva forte.

(p. 2)
A mamãe dela olhava pela janela e sorria:
“Toda esta chuva, toda esta água é para Maria.”

(p. 3)
Ela dizia que “a água é o que dá vida para a gente”,
Pois a mamãe de Maria era muito inteligente.

(p. 4)
A família de Maria vivia numa pequena casa de frente para o mar.
Assim, todas as manhãs, ela olhava a imensidão e se punha a sonhar.

(p. 5)
Maria já quis ser uma sereia, bela e saltitante,
Conhecendo o reino de Netuno profundo e deslumbrante.

(p. 6)
Ela nadaria com baleias sérias e alegres golfinhos,
E também com peixes coloridos e cavalos-marinhos.

(p. 7)
Mas Maria também já quis ser uma pirata valente,
Singrando os mares em busca de ouro reluzente.

(p. 8)
Ela lutaria contra corsários com a faca entre os dentes,
Mas, no fim do dia, piratas e corsários ririam juntos contentes.

(p. 9)
Ela também pensava em ser a capitã de um grande navio,
Levando as pessoas para o outro lado do mundo pelo mar bravio.

(p. 10)
Haveria turistas felizes com as câmeras fotografando tudo,
E Maria no leme do navio lhes conduzindo pelo mundo.

(p. 11)
Passariam pelo Caribe de águas cristalinas e cruzariam o Oceano,
Rumo ao Velho Mundo até avistarem o Mar Mediterrâneo.

(p. 12)
Tudo que apenas nos livros tinha lido, Maria, enfim, veria,
Em Lisboa, Barcelona, Veneza e Istanbul seu navio ela atracaria.

(p. 13)
Maria achava incrível as histórias dos grandes navegadores,
Como Colombo e Magalhães, que muito antes foram desbravadores.

(p. 14)
Imaginava que deviam ser pessoas muito corajosas,
Enfrentando o mar em viagens longas e perigosas.

(p. 15)
Mas talvez ela não quisesse para tão longe navegar,
Só se seus pais e seu cãozinho pudessem com ela viajar.

(p. 16)
Maria adorava caminhar na praia e catar conchas com seu cão Leonardo,
Mas, um dia, ele voltou com uma garrafa na boca, dentro um papel enrolado.

(p. 17)
Maria tirou a rolha e lentamente o papel ela desenrolou.
E ela não entendeu o que estava escrito. Qui êtes-vous?

(p. 18)
“Mamãe, mamãe, veja o que a gente encontrou.
Uma mensagem na garrafa que o Leonardo do mar retirou.”

(p. 19)
“Este bilhete deve ter vindo de muito longe.” A mãe de Maria lê.
“Está em francês e pergunta: Quem é você?”

(p. 20)
Esta era uma pergunta importante e bastante complicada.
Ela era Maria, ainda uma menina, mas muito determinada.

(p. 21)
Quem sou eu? Quem sou eu? Maria se perguntava,
Mas uma resposta definitiva ela não encontrava.

(p. 22)
Ela escreveu num papel. Sou Maria e amo o mar.
Então ela o enfiou na garrafa e na água do mar foi jogar.

(p. 23)
Depois voltou correndo até sua mãe para lhe dizer.
“Sou apenas uma menina ainda, mas tantas coisas quero ser.”

(p. 24)
“Você pode se tornar o que quiser, Maria, basta se dedicar e seguir em frente”.

Como você pode ver, a mamãe de Maria era muito, muito inteligente.

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